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CIM Alto Minho reforça papel estratégico na sessão de encerramento do EURES Transfronteiriço Norte de Portugal–Galiza no Navio Gil Eannes

2026-03-16
A CIM Alto Minho participou na passada sexta-feira, 13 de março, na sessão de encerramento do EURES Transfronteiriço Norte de Portugal–Galiza, realizada no Navio Hospital Gil Eannes, em Viana do Castelo, numa iniciativa promovida pela AEP – Associação Empresarial de Portugal e pela AECVC – Associação Empresarial de Viana do Castelo. O encontro reuniu todos os parceiros do Consórcio EURES-T para apresentar o balanço dos trabalhos desenvolvidos nos últimos dois anos, bem como as perspetivas de ação futura na euro-região.

O EURES Transfronteiriço Norte de Portugal–Galiza constitui uma estrutura de cooperação dedicada a apoiar trabalhadores e empresas na circulação laboral entre os dois lados da fronteira, assegurando informação rigorosa sobre emprego, regras laborais, segurança social e mobilidade. Trata-se de uma das áreas da União Europeia com mais circulação quotidiana de trabalhadores, destacando-se o eixo Norte–Galiza, onde milhares de pessoas exercem a sua atividade profissional no país vizinho, contribuindo de forma decisiva para a coesão económica e social da região.

Papel da CIM Alto Minho na Rede EURES-T
Parceira do EURES-T desde 2015, a CIM Alto Minho tem desempenhado um papel de proximidade essencial na articulação entre municípios, empresas, serviços de emprego e cidadãos, reforçando a disseminação local de informação e apoiando o esclarecimento das condições de mobilidade laboral. Entre as suas principais intervenções destacam-se:

- A circulação de informação técnica e oportunidades EURES-T junto dos 10 municípios do Alto Minho;
- A dinamização de sessões de capacitação com técnicos municipais e entidades locais;
- A participação ativa em reuniões, grupos de trabalho, fóruns e ações técnicas do Consórcio;
- A publicação do Guia do Trabalho Transfronteiriço por Conta Própria, um instrumento que clarifica procedimentos legais e administrativos para trabalhadores independentes em Portugal e Espanha;
- O contributo regular para a análise territorial sobre emprego, necessidades de qualificação e obstáculos regionais à mobilidade.

Durante a sessão, a CIM Alto Minho reafirmou o seu compromisso para o ciclo 2026–2028, apresentando como prioridades a dinamização da Rede de Colaboradores Locais EURES-T, a participação no Mapa de Oportunidades, a organização de workshops com municípios fronteiriços e a liderança do grupo de trabalho dedicado aos serviços de proximidade para trabalhadores transfronteiriços — como escolas, saúde e apoio social.

Uma rede ampla de parceiros institucionais
O Consórcio EURES Transfronteiriço Norte de Portugal–Galiza é constituído pela CIM Alto Minho, pela ACISAT – Associação Empresarial do Alto Tâmega, pela AECVC – Associação Empresarial de Viana do Castelo, pela AECT – Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Norte de Portugal–Galiza, pela AEP – Associação Empresarial de Portugal, pela CCDR-N – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, pela CEG – Confederación de Empresarios de Galicia, pela CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho, pela Consellería de Emprego e Igualdade da Xunta de Galicia, pela Federación Galega de Municipios e Provincias, pelo IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional, pelo Conselho Sindical Interregional Galicia–Norte de Portugal, pelo Servicio Público de Empleo Estatal, pela Universidade de Vigo e pela Universidade do Minho, constituindo uma rede coordenada que assegura o desenvolvimento, a articulação institucional e a evolução do EURES‑T em toda a euro‑região.

Uma fronteira sem barreiras para trabalhadores e empresas
Na sessão, vários intervenientes reforçaram que esta é uma das fronteiras europeias com maior mobilidade laboral e um dos eixos económicos mais dinâmicos da Península Ibérica. Apesar da fluidez crescente entre as duas regiões, persistem desafios administrativos que continuam a exigir cooperação institucional e soluções conjuntas — compromisso assumido pelos parceiros presentes.

A intervenção da CIM Alto Minho reforçou precisamente essa ideia: garantir que os trabalhadores e empresas do território têm acesso a informação clara, atualizada e descentralizada, contribuindo para uma mobilidade mais justa, transparente e facilitada.
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