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CIM Alto Minho integra projeto RED CIFT que posiciona o rio Tejo como território piloto para cruzeiros fluviais ibéricos

2026-04-14
Realizou-se hoje, nas instalações da AEBB – Associação Empresarial da Beira Baixa, a sessão de reflexão estratégica subordinada ao tema "Rio Tejo como território piloto”, integrada no projeto europeu RED CIFT – Rede de Cruzeiros Ibéricos Fluviais Transfronteiriços.

A iniciativa reuniu diversas entidades com intervenção no território, entre municípios, entidades regionais, organismos públicos e representantes do setor náutico e turístico, destacando-se a participação da CIM Alto Minho enquanto parceira ativa do projeto, contribuindo para a construção de uma visão partilhada sobre o posicionamento do rio Tejo enquanto destino náutico-cultural de referência à escala ibérica.

Um projeto com ambição ibérica
O projeto RED CIFT visa a criação de uma rede estruturada de cruzeiros fluviais em Portugal e Espanha, promovendo experiências náutico-culturais que combinam navegação com a valorização do património natural, cultural e gastronómico dos territórios.

Num contexto de crescente procura por experiências de slow tourism e turismo sustentável, esta rede pretende posicionar os rios ibéricos como destinos turísticos diferenciadores, contribuindo simultaneamente para a coesão territorial e o desenvolvimento económico das regiões de baixa densidade - um objetivo alinhado com a estratégia de valorização e promoção territorial prosseguida pela CIM Alto Minho.

O Tejo como eixo estruturante
Ao longo da sessão, foi amplamente reconhecido o potencial do rio Tejo como eixo estruturante de uma oferta turística integrada, destacando-se a sua capacidade de ligação entre territórios, culturas e experiências.

Entre os principais contributos dos intervenientes, destacam-se:

• O reconhecimento do Tejo como um território singular, com elevado valor natural e potencial turístico, capaz de se afirmar como âncora internacional;
• A importância de articular a oferta náutica com atividades em terra, valorizando a gastronomia, o património, a cultura e a natureza;
• A necessidade de reforçar o trabalho em rede entre entidades públicas e privadas, incluindo operadores turísticos, restauração e alojamento;
• O papel crescente do turismo sustentável, científico e de natureza, alinhado com tendências internacionais como o slow tourism.
Desafios e oportunidades
A sessão permitiu também identificar alguns dos principais desafios à concretização deste modelo, nomeadamente:
• A necessidade de maior articulação institucional, sobretudo ao nível da gestão ambiental e regulamentar;
• A ausência de uma entidade de gestão única transfronteiriça para o rio Tejo;
• A importância de garantir o equilíbrio entre a valorização turística e a preservação dos ecossistemas naturais;
• A reduzida participação do tecido empresarial, considerada essencial para a viabilidade e escalabilidade do projeto.

Por outro lado, foram identificadas várias oportunidades estratégicas, como:
• A criação de produtos turísticos integrados e diferenciadores;
• O reforço da cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha;
• O desenvolvimento de estações náuticas e novos modelos de cruzeiros fluviais;
• A valorização do território como laboratório vivo para iniciativas inovadoras nas áreas do turismo, ciência e sustentabilidade.

Próximos passos e contributo da CIM Alto Minho
A sessão insere-se num conjunto de ações previstas no plano do projeto, que incluem a planificação estratégica dos destinos náuticos, a criação da rede ibérica de cruzeiros, a capacitação dos agentes locais e o reforço da comunicação e promoção internacional.

No âmbito desta dinâmica, a CIM Alto Minho assume um papel relevante na transferência de conhecimento e na valorização de abordagens inovadoras, acompanhando o desenvolvimento do rio Tejo enquanto território piloto e contribuindo para a consolidação de modelos de turismo fluvial sustentável à escala ibérica.

A participação neste projeto permite ainda à CIM Alto Minho reforçar o seu posicionamento em redes de cooperação transfronteiriça e internacional, bem como identificar oportunidades de adaptação destas soluções ao território do Alto Minho, nomeadamente na integração entre recursos naturais, património e oferta turística estruturada.

Os contributos recolhidos serão fundamentais para a definição de estratégias e para o desenvolvimento de projetos-piloto no rio Tejo, consolidando o seu papel como território de referência no âmbito da Rede CIFT.

Reconhecimento internacional
Durante a sessão, a AEBB – Associação Empresarial da Beira Baixa foi distinguida pela ASICOTUR (Asociación Internacional para la Cooperación y el Desarrollo Turísticos) com o Certificado de Reconhecimento pela Cooperação Turística Internacional 2026, numa distinção que valoriza o trabalho desenvolvido pela entidade na criação de uma rede de rotas turísticas náutico-culturais fluviais que fomentam o turismo sustentável, a conservação do património, a luta contra a desertificação do território e valorização dos recursos turísticos do território transfronteiriço.

Este reconhecimento reforça o papel da AEBB enquanto agente dinamizador de projetos de cooperação internacional, destacando o seu contributo para o desenvolvimento sustentável e integrado dos territórios, em particular no contexto da valorização do rio Tejo e da implementação da Rede CIFT.
A Rede CIFT é uma iniciativa dedicada à criação de uma rede de destinos náuticos que promova a sustentabilidade, a inclusão e o valor do patrimônio fluvial ibérico.

Cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa INTERREG VI A ESPANHA PORTUGAL (POCTEP) 2021-2027, o RedCift é dinamizado por entidades de Portugal e Espanha, designadamente: CMMA – Clúster Marítimo-Marino de Andalucía; AGAN+ Asociación Galega de Actividades Náuticas; Clúster del Turismo de Extremadura; AIMRD - Asociación Ibérica de Municipios Ribereños del Duero; CIM do Alto Minho - Comunidade Intermunicipal do Alto Minho; ODIANA - Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana; AEBB - Associação Empresarial da Beira Baixa; Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

Para mais informações: 
Ficha de projeto:
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