Sábado 23 de Janeiro, 2021
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CIM Alto Minho promove jornadas de trabalho de 11 a 14 de janeiro sobre projeto europeu BIGDATA 4RIVERS



Teve início hoje, dia 11 de janeiro, o primeiro dia das Jornadas de Trabalho no âmbito do projeto BIGDATA 4RIVERS – Melhorar a qualidade da água dos rios europeus, do qual fazem parte, para além da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), o Conselho Administrativo do Condado de Östergötland (Suécia), o Cluster de Competitividade em Água e Meio Ambiente (DREAM), a Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Rio Douro, a Universidade de Tecnologia Kaunas da Lituânia, a União Nacional de Empresários Romenos e o Fundo de Desenvolvimento Regional da Região de Atenas.

O projeto BIGDATA 4RIVERS é cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do programa de cooperação inter-regional Interreg Europa, e o seu desenvolvimento passa pela promoção de uma gestão inteligente da água, onde as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) assumem um papel preponderante.

O tema debatido hoje relacionou-se com a Diretiva Quadro de Água (DQA), principal instrumento da Política da União Europeia relativo à água, que estabelece um quadro de ação comunitária para a proteção das águas de superfície interiores, das águas de transição, das águas costeiras e das águas subterrâneas. 

No decorrer deste primeiro dia, o representante da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), presente na iniciativa, focou a sua intervenção em três desafios que se colocam relativamente à implementação da DQA em Portugal: as estratégias de monitorização, sobretudo de poluentes específicos e emergentes; a importância da cooperação transfronteiriça na monitorização, planeamento e partilha de informação; e o desafio global colocado pelas alterações climáticas.

De uma forma geral, os parceiros do projeto apontaram como principal constrangimento a diversidade de tipologias de recursos hídricos e a necessidade de desenvolver metodologias para agrupar, avaliar riscos e definir planos de ação locais para diferentes tipos de sistemas aquáticos, destacando o papel das tecnologias de informação (geográfica) e o recurso a ferramentas de modelação e deteção remota.

No final do primeiro dia de trabalhos destacam-se as seguintes conclusões relativamente à implementação da DQA e alcance dos objetivos nela preconizados: estão em curso programas de monitorização, nos vários Estados-Membros, incluindo poluentes emergentes; os dados de monitorização são, de um modo geral, partilhados e disponibilizados ao público, em plataformas digitais; urge a definição e implementação de planos locais de gestão de recursos hídricos, incluindo a identificação e operacionalização de medidas de redução da poluição de origem agrícola e o reforço dos Sistemas de Tratamento de Águas Residuais, para atingir o desejável Bom Estado das massas de água até 2027.

Amanhã, dia 12 de janeiro, será realizada uma visita de estudo virtual onde vão ser apresentadas duas boas práticas, seguindo-se um período de atividades de troca de experiências com alguns dos stakeholders de cada parceiro.
 
No dia 13 de janeiro, o tema a abordar é a importância dos Programas Operacionais (PO) para a melhoria da qualidade da água e para a eficiência das infraestruturas, onde se irá trocar experiências, dificuldades e boas práticas no âmbito da implementação dos Instrumentos de Política abordados pelo projeto e discutir o contributo (atual e futuro) destes instrumentos para a melhoria da qualidade da água.

E, finalmente, no dia 14 de janeiro, e em termos de conclusão, serão focadas as lições aprendidas e boas práticas já identificadas ao longo das atividades do projeto BIGDATA 4RIVERS e de que forma as mesmas podem ser replicadas noutros territórios.


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