Sexta-feira 27 de Novembro, 2020
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Secretária de Estado de Valorização do Interior destaca importância do projeto “Acontece in Loco - Montanhas do Alto Minho” para a valorização do território



Decorreu no dia 20 de novembro, o webinar final do projeto “Acontece in Loco - Montanhas do Alto Minho - Montanhas Vivas, Comunidades Resilientes”, que teve como objetivo a apresentação dos resultados da implementação deste projeto, orientados, essencialmente, para as seguintes temáticas: agro-silvo-pastorícia, floresta e biodiversidade; turismo e desenvolvimento sustentável da montanha; viver e trabalhar na montanha e governança territorial e comunidades de montanha.

O projeto “Acontece in Loco - Montanha do Alto Minho” agrega numa parceria sete entidades regionais e Locais (Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima – ARDAL, Instituto Politécnico de Viana do Castelo (Escola Superior Agrária), Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca CRL.,  Associação Florestal do Lima (AFL),  Associação Território com Vida, Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) e Associação Sociocultural e Recreativa de Sistelo, com cofinanciamento do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER).

Na sessão de abertura, o presidente do Município de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, salientou a importância da diversidade de parceiros e o atual novo olhar para os territórios de montanha, destacando quer a importância do desenvolvimento rural como um pilar de desenvolvimento sustentável dos territórios, quer, em particular, o valor dos recursos e das paisagens do Alto Minho. Durante a sua intervenção, referiu-se ainda ao desafio de fixação e atração de pessoas para os territórios de montanha, e que, no seu entender, este projeto contribuiu, sobretudo, ao nível da conjugação da valorização e da inovação com a tradição. Deu nota também da importância dos planos de valorização da paisagem focados nos territórios de elevado valor natural, tais como o Parque Nacional Peneda-Gerês, classificado pela UNESCO, desde 2009, como reserva mundial da Biosfera, assumindo a promoção da conservação da biodiversidade e dos serviços de ecossistema, a par do reforço das acessibilidades digitais, como indutoras do emprego e da qualificação dos territórios.

Para o primeiro secretário da CIM Alto Minho, Júlio Pereira, os resultados deste projeto são fundamentais para os próximos desafios a curto prazo, destacando a oportunidade para modelar as políticas agrícolas aos territórios através do Plano Estratégico da PAC pós-2020 que está em discussão pública até 11 de dezembro. Realçou também a excelência ambiental do território e a importância do turismo de natureza, no qual o Alto Minho se assume como uma NUT III completamente coberta pelo Galardão da Carta Europeia de Turismo Sustentável, atribuído pela Federação Europeia de Parques (EUROPARC).

O presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, referiu a importância da disseminação dos resultados deste projeto no contexto dos territórios de montanha, por forma a favorecer a resiliência, tendo por base o reforço das dinâmicas e práticas tradicionais, conjugando a investigação e o conhecimento para criar um ecossistema de maior inovação e atratividade territorial. Deu nota da importância da integração de iniciativas e projetos através da consensualização multissectorial local e regional de um modelo de governança centrado nos territórios.

O presidente da Freguesia de Sistelo, assim como o responsável do Baldio de Sistelo, referiram-se à importância do projeto para o território de Sistelo, no sentido de que o trabalho e estudo de proximidade desenvolvidos permitirá alavancar algumas ações já planeadas, com vista a uma maior fixação de pessoas nos territórios de baixa densidade, reforçando e valorizando o papel das comunidades locais de montanha, com um especial foco para a agro-silvo-pastorícia e para o turismo de experiências sustentáveis. 

Já Pedro Teixeira, coordenador da equipa técnica da ARDAL, destacou a convergência dos parceiros do projeto em tornar as montanhas do Alto Minho vivas e atrativas, lançando o desafio para que o projeto possa ter continuidade no futuro.

Este encontro reuniu um painel diversificado de oradores especialistas em diversas temáticas relacionadas com o desenvolvimento das comunidades de montanha, onde foi possível discutir aspetos essenciais para tornar as comunidades de montanha mais atrativas e resilientes, focando o debate na necessidade do trabalho em rede e na valorização, promoção e inovação progressiva dos produtos e serviços da Montanha.

Foram também salientadas pelos vários oradores, no âmbito da apresentação dos resultados moderada por Luís Brandão Coelho, diretor regional adjunto da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, as adversidades e oportunidades dos territórios de montanha, destacando-se a importância da atividade agrícola e dos apoios ao rendimento dos produtores provenientes dos serviços de ecossistema e a necessidade de reforçar a conetividade local, regional e global, seja pela acessibilidade a serviços coletivos ou pela importância de dotar estes espaços das novas e emergentes infraestruturas e tecnologias digitais (ex. acesso ao 5G, plataformas e redes de inovação, etc.).

Na mesa redonda, composta por diversos especialistas na área do turismo sustentável, ecologia da paisagem, economia ambiental e desenvolvimento rural, foram abordados os desafios associados à inovação, ao conhecimento e à governança tendo por base a gestão participada e adaptativa. A gestão ativa da paisagem, o papel do fogo prescrito, a conservação dos solos, a necessidade de reforçar a produtividade e a diversidade agroflorestal tendo por base as bacias alimentares e a economia circular, foram também o foco da discussão nos dois momentos de debate com os cerca de 40 participantes na sessão.

Assinale-se ainda o visionamento do trailer “Da montanha à mesa” (disponível em https://www.youtube.com/watch?v=X5ZPgNCtD0Y) produzido no âmbito deste projeto, com a colaboração da Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, cujo objetivo visa promover o território, os produtores, os produtos e a sua valorização numa experiência gastronómica.

Na sessão de encerramento, a Secretária de Estado de Valorização do Interior, Isabel Ferreira, salientou a vasta área de territórios de montanha no contexto nacional (representam, em termos geográficos, cerca de 2/3 do território nacional) e a importância desses territórios no atual contexto excecional de pandemia. Deu também nota da necessidade de combater as desigualdades desses territórios no âmbito das alterações climáticas e da transição digital. Sugeriu ainda a adoção de abordagens integradas, considerando as especificidades do interior, não como obstáculos, mas como oportunidades para o desígnio nacional da coesão territorial.

Por fim, Isabel Ferreira destacou a importância do projeto “Montanhas do Alto Minho”, ressaltando, também, como fatores de valorização do território, o desenvolvimento da Estratégia Regional da Paisagem do Alto Minho e a atribuição do Galardão Europeu “Carta Europeia de Turismo Sustentável” ao Alto Minho, pela Federação Europeia de Parques (EUROPARC). 



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