Sábado 07 de Dezembro, 2019
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Concertos “Sente a História” levaram mais de 20 mil pessoas ao Alto Minho


O programa “Sente a História - Ação Promocional de Música e Património - Novas Abordagens, Novos Talentos”, que ao longo de 15 meses (entre maio de 2018 e julho de 2019) realizou 30 concertos em 10 concelhos do Alto Minho, envolveu 1500 artistas, 16 bandas filarmónicas, 13 coros, 10 solistas e grupos de música de câmara, e 27 atores profissionais e animadores de rua. Em termos globais, esta iniciativa contou com mais de 20 mil espectadores, tendo-se afirmado como motor de desenvolvimento cultural, turístico e económico da região do Alto Minho.

O projeto foi organizado pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), produzido pela Eventos David Martins e cofinanciado pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte. Os resultados deste projeto foram apresentados, esta semana, em conferência de imprensa realizada na Biblioteca Municipal de Monção (ver vídeo em http://bit.ly/2lNrdum).

Ao longo de 15 meses desenharam-se programas inéditos, lançando-se desafios artísticos arrojados que encontraram acolhimento nas bandas, coros e solistas do Alto Minho, de que são exemplo: o concerto com 5 maestros  (portugueses e galegos) e a Banda de Moreira do Lima, em Vila Praia de Âncora; a Missa Tango de Bacalov, pela Orquestra da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e pelo Coro Intermunicipal no Centro Cultural de Viana do Castelo perante 4.000 pessoas; um programa dedicado ao fado com fadistas, guitarras e a Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha, no Convento de Ganfei/Valença; um programa dedicado exclusivamente à música barroca realizado pela Banda Velha de Barroselas, na Igreja do Espírito Santo, em Arcos de Valdevez; um programa dedicado ao rock pela Banda Nova de Barroselas, em Valença; ou a junção de 9 coros com a Banda de Música de Estorãos no Gran Finale em Paredes de Coura.

O encontro com os jornalistas serviu ainda de mote para o lançamento do CD "Canções das Lendas e Hino do Alto Minho", que invocam lendas dos 10 municípios e das quais a escrita das letras das canções ficou a cargo do cantor repentista Augusto Canário. Por seu lado, as músicas foram da autoria de seis compositores de referência do jazz à música erudita: Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques. Todas estas obras foram encomendadas, realizadas e interpretadas por coros da região no âmbito da iniciativa Sente a História.

No site do projeto (www.senteahistoria.com), são disponibilizadas, gratuitamente, as histórias das 10 lendas, as letras das 11 músicas, as partituras, as 11 músicas do CD, as biografias dos autores e o áudio de acompanhamento instrumental para o Hino do Alto Minho.

Para o  presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, a iniciativa foi “desafiante”, já que “introduziu novas práticas” e  “permitiu descobrir novos talentos”. Neste sentido, acrescentou o mesmo responsável, os retornos foram vários: “O primeiro foi a articulação entre as diversas organizações do Alto Minho, em que foi possível pôr muitas pessoas a trabalhar nas diversas vertentes artísticas. O segundo retorno foi trazer pessoas, artistas, que também contribuíram para essa aproximação. O terceiro retorno é o facto do projecto deixar um património para o futuro e que poderá ser objeto de divulgação”.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de Monção, António Barbosa, sublinhou como um dos resultados da iniciativa o aumento da procura turística. “O turismo procura esta ligação forte entre o que são os nossos territórios e as histórias que contamos. Para isso fazem falta as pessoas e nós podemos contar as histórias na primeira pessoa. No caso de Monção, o que fizemos em relação às bandas filarmónicas é que era preciso alguma inovação e os espectáculos têm trazido milhares de pessoas a Monção”.

Já David Martins, produtor do projeto, destacou que “todas as bandas e coros com capacidade polifónica do Alto Minho estiveram envolvidos neste projeto”.

 

*Sobre o “Sente a História”

O programa cultural “Sente a História – Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” apresentou características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação e divulgação de novos talentos, o programa decorreu de 13 maio de 2018 a 21 de julho de 2019 e envolveu os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Além de ter permitido uma experiência de história ao vivo, onde a música foi ao encontro da arquitetura dos monumentos, contemplou três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, atuaram em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.

No que diz respeito aos coros, esteve também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região fundiram-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale que encerrou o projeto em julho de 2019, onde foram interpretadas todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorreram os concertos foram também de património aberto, tendo ocorrido ainda visitas e tours guiados. 


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