Segunda-feira 20 de Maio, 2019
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Mário Laginha e Augusto Canário dão música e letra a lenda que conta uma visita do Diabo a Ponte de Lima



Este domingo, dia 28 de abril, o “Diabo” vai andar à solta em Ponte de Lima. E Mário Laginha e Augusto Canário têm culpa no cartório. Em causa está um concerto que vai decorrer na Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco, às 16h, no qual se vai estrear uma das obras encomendadas pelo projeto “Sente a História” inspirada na mitologia do Alto Minho. Trata-se da Canção da Lenda das Unhas do Diabo, cuja música foi composta por aquele pianista e compositor e a letra é da autoria do referido cantor repentista, que conta a história do dia em que o Diabo foi em pessoa resgatar um escrivão de Ponte de Lima de um convento, que era odiado pelo povo e acabara de morrer. O tema será interpretado pelo Coral Polifónico de Viana do Castelo e pelo Orfeão de Vila Praia de Âncora.

A iniciativa acontece no âmbito do projeto “Sente a História”, que está a realizar 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios. Este é já o vigésimo terceiro do concerto da iniciativa, que tem como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.
Cada grupo vai interpretar a solo quatro temas e em conjunto cinco, sendo que um deles será, precisamente, a Canção da Lenda das Unhas do Diabo cuja história e letra está disponível aqui: https://senteahistoria.com/2018/04/05/lenda-das-unhas-do-diabo/ 

Logo a seguir ao concerto, pelas 17h, realiza-se uma visita guiada e animada ao Museu dos Terceiros que se encontra instalado em duas casas religiosas associadas à Ordem Franciscana: o extinto Convento de Santo António dos Capuchos e o edifício da Ordem Terceira de São Francisco. 
E nesta visita o “Diabo” continuará a ser a figura de destaque. Isto porque no exterior do Museu, mais precisamente no Convento de Santo António dos Capuchos, local onde, segundo a lenda local, o “Diabo” foi resgatar o seu escrivão, existe uma laje em pedra com a marca de uma mão que o povo diz ser do próprio Belzebu.
Assim, e em jeito de brincadeira, as pessoas presentes no concerto e na visita guiada terão a possibilidade de colocar a mão na marca da pedra e ... se ficar larga ou apertada, tudo bem... se a marca corresponder a alguns visitantes, então são “diabos” ou “diabas”!
O concerto e a visita têm entrada gratuita.

Sobre o Coral Polifónico de Viana do Castelo
O Coral Polifónico de Viana do Castelo foi criado em 22 de novembro de 1966 e teve a sua primeira atuação em 15 de julho de 1967, no Teatro Sá de Miranda, sob a regência do Padre Dulcínio de Vasconcelos. Fruto de alguma carolice, da persistência e do trabalho, o Coral Polifónico conseguiu, em novembro de 2016, comemorar os 50 anos de atividade coral. Uma vida já longa, que podemos dizer rica em história, experiência, dedicação e envolvimento cultural. 
O Coral Polifónico de Viana do Castelo tem sido um digno arauto da cidade em certames, encontros e festivais nacionais e internacionais, com destaque para as deslocações a Espanha, República Checa e Itália.
Ganhou um primeiro prémio, na Galiza, em 2001 e em novembro de 2008, em Praga, em grande certame, mereceu a honrosa distinção “Hotel Top”. 
Recebeu igualmente um galardão em Itália.
Tem mantido ligação estreita com instituições culturais e recreativas, bem como com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, envolvendo-se regularmente em iniciativas culturais localmente promovidas.
Em 20 de janeiro de 2004, aquando da comemoração do 156º aniversário da elevação de Viana da Foz do Lima a cidade, a Câmara Municipal de Viana do Castelo deliberou, por unanimidade, atribuir-lhe o título de “Instituição de Mérito”.
Quatro anos adiante, em 28 de julho de 2008, o Coral viu publicado no Diário da República a Declaração de Utilidade Pública, com reconhecimento inequívoco do seu valor.
Graças a uma oferta muito generosa de um casal de coralistas, Fernando Carvalho, já falecido, e sua esposa, Lúcia Carvalho, o Coral Polifónico de Viana do Castelo é detentor, desde dezembro de 2001, de sede própria, na Rua Nova de S. Bento, num prédio totalmente reedificado e construído com condições adequadas ao funcionamento da instituição.
Com uma atividade cultural significativa, o coral pretende renovar e desenvolver os projetos existentes, e com a ajuda de todos os que estiverem disponíveis, construir novas valências e atividades que valorizem a comunidade vianense. Atualmente é dirigido pelo maestro António Araújo.

Sobre o maestro António Araújo
António Araújo nasceu na região de Viana do Castelo, onde desenvolve a sua atividade profissional. Desde a década de 70 que se dedica à atividade coral. 
Concluiu o Curso Superior de Canto e possui o Diploma de Estudos Superiores Especializados em Educação Musical. Dedicou vários anos à formação de professores e ao estudo da pedagogia musical; foi diretor pedagógico e atualmente é professor de Educação Musical no ensino oficial. Trabalhou música coral e Canto Gregoriano com Fernando Lopes-Graça, Mário Mateus e Manuel Faria.
O canto, a voz e a formação vocal são temas sempre presentes na sua atividade profissional, bem como, na sua formação e investigação a nível pessoal.

Sobre o Orfeão de Vila Praia de Âncora
O Orfeão de Vila Praia de Âncora foi fundado em 1958. Alargando a sua atividade em diversos campos, mantém em atividade o seu grupo coral a quatro vozes mistas, um grupo de teatro e um grupo de danças e cantares regionais. 
Foi o organizador do I Encontro de Coros do Norte de Portugal, em 1971; participou, em 1999 e em 2001 nos 45º e 47º Certamen Internacional de Habaneras Y Poliphonia de Torrevieja, Espanha e em Avilés (Astúrias) em Encontros de Habaneras.
O Orfeão de Vila Praia de Âncora tem um protocolo de geminação com o “Coro e Orquestra Salinas de Torrevieja”, Espanha, e com o coro “Schola Cantorum Coralina”, de La Habana, Cuba.
Organiza, em alternância com um coro espanhol de A Guarda, um Festival de Canções Marinheiras.
O Grupo Coral tem colaborado regularmente com a Orquestra do Norte, tendo apresentado por diversas vezes, com aquela Orquestra, a cantata Carmina Burana, de Carl Orff, o Stabat Mater, de Rossini, Coros de Óperas de Verdi, a Missa de Requiem, de Mozart, além de um programa de Zarzuelas, já apresentado em Leiria e Vila Praia de Âncora (com a Orquestra do Norte) e Santiago de Compostela (este último, com a Banda Municipal de Santiago de Compostela, por ocasião dos 170 anos da Banda).
É seu diretor artístico, desde 1984, Francisco Presa.

Sobre o Diretor Artístico Francisco Emílio Fontainha Pesa
Nascido em 1948 e natural de Afife, Viana do Castelo. 
Começou os seus estudos musicais ainda novo, com solfejo, piano e acordeão com os professores Emília Fernandes Fão e José Joaquim Lomba.
Estudou canto com a professora Estela da Cunha.
Frequentou vários cursos de direção coral, entre os anos de 1983-1986, organizados pelo Orfeão de Águeda, o primeiro, e pelo Choral Phydelius, de Torres Novas, os seguintes, sob a orientação do maestro José Robert, da Academia dos Amadores de Música de Lisboa.
Integra o Orfeão de Vila Praia de Âncora desde 1966, sendo seu maestro desde 1984.

Sobre o “Sente a História”
O programa cultural “Sente a História – Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” apresenta características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e envolve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.
Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.
As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.
No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.
De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados.   Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar são divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo decorre um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.
A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte.


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