Quinta-feira 21 de Fevereiro, 2019
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10 roteiros da "viagem do tempo" estarão concluídos e aptos a percorrer até ao final do ano



Um ano após a apresentação da primeira Porta do Tempo, Vila Nova de Cerveira abriu a última porta do projeto do projeto da CIM Alto Minho “Alto Minho 4D - Viagem no Tempo”. Uma rota dedicada à arte contemporânea, que parte da “vila das artes” e que se estende a todo o território. 

O ciclo de conferências para a apresentação das Portas do Tempo teve iníciou em Caminha, em março de 2018, com o megalitismo e a arte rupestre e terminou sábado passado, em Vila Nova de Cerveira, com a arte contemporânea, depois de 10 meses a percorrer a região do Alto Minho.  

Um tema que, segundo a vereadora da Cultura, Aurora Viães, encaixa-se na perfeição em Vila Nova de Cerveira, território onde há 40 anos a Bienal Internacional de Arte é uma marca cultural, já corporizada na designação “vila das artes”. 

Segundo a autarca, o projeto “Alto Minho 4D - Viagem no Tempo” será também uma forma de promover o território e partilhar a Bienal: “Cada vez mais os municípios têm de adotar esta estratégia, pois, individualmente, somos territórios bastante pequenos e quando damos as mãos, quando nos aliamos para levar a cabo projetos desta envergadura, ganhamos dimensão e escala, e podemos promover muito melhor o nosso território e diversificar a nossa oferta cultural, gastronómica e paisagística”.

Em Vila Nova de Cerveira, a Porta do Tempo ficará instalada no edifício do Fórum Cultural, onde visitantes e turistas vão ser acolhidos para dar início à rota do contemporâneo. Num roteiro pela vila, Cabral Pinto, coordenador artístico e de produção da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, explica que existe um espólio de mais de três dezenas de esculturas públicas, que os artistas foram doando à autarquia e que justificam uma visita demorada. O especialista explicou, durante a conferência, como a Bienal Internacional de Arte surgiu há quatro décadas, pela mão de Jaime Isidoro, e como desde então tem contribuído para “a afirmação cultural do território” não só de Cerveira, mas de toda a região do Alto Minho. 

A arte pública de Vila Nova de Cerveira também atraiu dezenas de urban sketchers que, sábado passado, viajaram de vários pontos do país para desenhar esta vila fronteiriça, como Jorge Guedes e Américo Gonçalez, que vieram do Porto e Ovar, respetivamente, atraídos pela arte e pelo património arquitetónico do concelho.  
Projeto visa a promoção cultural e turística do Alto Minho

Finalizada a apresentação das Portas do Tempo, está dado o ponto de partida para a execução física das portas em cada município que, segundo o secretário-geral da CIM Alto Minho, Júlio Pereira, deverá acontecer até ao final deste ano. Até lá, também serão lançados os registos em livro e vídeo das conferências, que permitiram “recolher um conjunto de testemunhos que percorrem toda a história do Alto Minho”, assim como o skecth book dos 10 municípios. 

Concluiu Júlio Pereira que este projeto “apenas foi possível porque os municípios entenderam que se valorizavam com esta integração à história do Alto Minho”, e que “através da abordagem intermunicipal, é possível chegar a melhores resultados”. 

De recordar que o projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” foi aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, no domínio do “Património Cultural”, e pretende criar uma rede de 10 rotas/ itinerários cronológicos culturais baseados na história e nos bens patrimoniais do Alto Minho. Com esta iniciativa intermunicipal, cada um dos concelhos do Alto Minho encabeçará uma dessas rotas que funcionará como o “portal” de acesso a uma “estação do tempo” (um núcleo museológico que funcionará num determinado espaço físico), que irá dispor de uma série de valências e no qual se apresentará uma sequência de recursos patrimoniais alusivos a essa rota e a serem visitados não só nesse concelho, mas em todo o território, promovendo-se um circuito (touring) cultural pelo Alto Minho e, consequentemente, a mobilidade turística na região.



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