Segunda-feira 17 de Dezembro, 2018
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Família de emigrantes russos dá concerto ímpar já este sábado em Arcos de Valdevez



Corria o ano de 1995 quando Sergey Arutyunyan e a sua esposa, Larisa Shomina, ambos músicos, abandoram São Petersburgo, na Rússia, e emigraram para Portugal para lecionarem em escolas de ensino artístico. Consigo traziam já dois filhos. Apaixonaram-se pelo Alto Minho, mais concretamente por Viana do Castelo, e mais de 20 anos depois e com mais um filho já nascido em terras lusas, por cá permaneceram. Os cinco são músicos profissionais e vão dar um concerto ímpar este sábado, dia 13 de outubro, na Igreja Matriz de Arcos de Valdevez.

A família Arutyunyan integra, assim, o Alto Minho Ensemble, um grupo que junta diferentes gerações de artistas, desde intérpretes, solistas e mesmo diretores musicais cujo talento é reconhecido a nível mundial e nacional e que têm em comum o facto de serem oriundos ou de exercerem funções no Norte país. Sergey Arutyunyan*, o pai, é diretor musical do grupo. Mikhail Arutyunyan, o filho mais velho, estudou e formou-se como músico em Portugal e está agora a trabalhar na Rússia numa orquestra, tendo vindo nesta fase de férias para Portugal expressamente para tocar neste concerto. Iakov, o filho do meio, está a estudar música e vive em Viana do Castelo. Já Alexandre, filho mais novo e o único na família com nome próprio em português, estuda e vive com os pais também em Viana do Castelo e vai tocar pela primeira vez no Alto Minho Ensemble este sábado.

A iniciativa decorre no âmbito do projeto “Sente a História – Ação Promocional de Música & Património - Novas Abordagens, Novos Talentos” que, até julho de 2019, está a realizar 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios. Este é o nono concerto da iniciativa, sendo que os espectáculos realizados até ao momento contaram com a presença de cerca de 3800 pessoas.

O Alto Minho Ensemble é uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), que visa a promoção do talento e valores artísticos da região. Acresce que o grupo é, precisamente, a entidade capacitadora para a área da música de câmara do “Sente a História”, estando a sua produção e coordenação a cargo de David Martins e a direção artística é liderada por Sergey Arutyunyan.

O programa a apresentar na Igreja da Matriz de Arcos de Valdevez é  exclusivamente instrumental, dedicado ao género musical por excelência do período barroco: o Concerti Grossi, onde do ensemble emerge um pequeno grupo chamado Concertino (que são os solistas), que se opõe e desafia num duelo musical o tutti do ensemble, chamado Ripieno.

Meia hora antes do concerto, pelas 21h30, vai realizar-se uma visita guiada à Igreja Matriz de Arcos de Valdevez. Localizada no Jardim dos Centanários na Praça do Município, foi edificada entre 1690 e 1700 a mando de D. Pedro II. No seu interior tem notáveis altares em talha e em 1765 o mestre bracarense André Soares edificou a capela do Calvário no lado sul no estilo Rococó. A igreja, os azulejos tipo “tapete” e os retábulos de talha são considerados Património Cultural de Portugal.

Tanto o concerto como a visita guiada têm entrada gratuita.

Sobre o Alto Minho Ensemble
O Alto Minho Ensemble é uma iniciativa da CIM Alto Minho, que visa a promoção do talento e valores artísticos da região. Iniciado no ano de 2015 reúne, a par de convidados de prestígio, diferentes gerações de artistas (intérpretes, solistas e diretores musicais), oriundos do Alto Minho ou que ali exercem a sua atividade profissional, com reconhecido valor artístico.

A produção e coordenação artística está a cargo de David Martins e a direção artística é de Sergey Arutyunyan*. 

Para além dos concertos realizados desde 2015 nos 10 municípios do Alto Minho (Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), foi ainda convidado a atuar no festival Sons do Centenário, na cidade de Barcelos.

Gravou em 2015 um CD interpretando a obra “As quatro estações” do compositor barroco italiano Antonio Vivaldi.

O Alto Minho Ensemble é a entidade capacitadora para a área da música de câmara do projeto Sente a História, abrindo um espaço para os jovens músicos do Alto Minho fazerem música de câmara ou atuarem como solistas.

*Sobre Sergey Arutyunyan
Sergey Arutyunyan é descendente da escola violinística de São Petersburgo, cidade de profundas tradições que remontam aos tempos do lendário violinista e profesor Leopold Auer. Nasceu no seio de uma família de músicos e começou muito cedo os seus estudos musicais com o seu pai, Anatoli Schwarzburg. Mais tarde prosseguiu os estudos com Aaron Knaifel e diplomou-se em 1990 no Conservatório Superior Estatal Rimsky-Korsakov em São Petersburgo, onde foi aluno dos brilhantes  Boris Gutnikov e Marc Komissarov. Em 1989 foi laureado no concurso Estatal de violino da Rússia. A partir de 1987 foi membro do conceituado ensemble 'Solistas de São Petersburgo' sob direcção de Mikhail Gantvarg, com o qual realizou inúmeras tounées em mais de 20 países da América e da Europa com gravações em CD para várias editoras de renome. Desde o ano 1995 reside em Portugal, onde tem vindo a desenvolver uma atividade concertista, sendo diretor artístico do Alto Minho Ensemble e também professor na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC) e no Instituto Piaget em Viseu.

Sobre o “Sente a História”
O programa cultural “Sente a História – Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” apresenta características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e envolve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.
No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados. Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.

A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte e encontra-se integrada no Ano Europeu do Património Cultural em Portugal.


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