Terça-feira 12 de Dezembro, 2017
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“Templos da natureza” do Alto Minho recebem este fim de semana arte pública em festival inédito


A 1.ª edição do festival de arte pública Desencaminharte realiza-se já este fim-de-semana nos 10 municípios do Alto Minho.

Pela primeira vez, à dimensão regional e de forma organizada, diversos “templos” do património natural e cultural da região recebem intervenções artísticas em espaço público.

Para a organização, “estes são lugares únicos em valor cultural e beleza natural e paisagística. Fazem uma rota imperdível para redescobrir o Alto Minho com outros olhos”.

Para o presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, “o projeto ‘Desencaminharte’ representa um desvio no sentido de uma descentralização da criação artística nacional, mas também no sentido de uma valorização cultural e turística das periferias naturais e rurais”.

Sistelo (Arcos de Valdevez), Lugar dos Poços (Caminha), Lamas de Mouro (Melgaço), Penha da Rainha (Monção), Praia de Taboão (Paredes de Coura), Espigueiros do Lindoso (Ponte da Barca), Quinta de Pentieiros (Ponte de Lima), Mosteiro de Sanfins (Valença), Monte de Santo António (Viana do Castelo) e a Casa do Artista Jaime Isidoro (Vila Nova de Cerveira) são os locais do festival. São artistas ou coletivos convidados, respetivamente, Iva Viana, Pascal Ferreira, Carlos Pinheiro, Dário Cannatá, Sofia Leitão, João Pais Filipe, Mariana Barrote, Meroficina, Oficina Arara e Ana Torrie.

Entre as criações constam duas homenagens. Uma, da autoria de Iva Viana, em Afife, à “mulher afifense” e à tradição da arte local do estuque, com um painel alusivo ao crochet; outra de Ana Torrie, em Vila Nova de Cerveira, relativa ao “pai da Bienal”, Jaime Isidoro.

Nos emblemáticos espigueiros do Lindoso, Mariana Barrote opera uma instalação tendo por referência os cultos rurais.

Segundo a organização, “as práticas e criações artísticas respeitam a identidade dos lugares e serão um modo de revitalizar valores, imaginários e tradições”.

O festival contempla ainda uma agenda cultural, turística, educativa e ambiental desde o nascer do sol do dia 1 de junho, quinta-feira, ao pôr-do-sol de dia 4, domingo, com quase 100 propostas de experiências.

A 1 de junho, Dia Mundial da Criança, realizam-se nos locais de intervenção diversas oficinas com crianças do ensino básico, conduzidas pelos artistas convidados. (agenda disponível em www.desencaminharte.altominho.pt) No mesmo dia, em Vila Nova de Cerveira, pelas 18h30 horas, é inaugurada a exposição coletiva dos artistas convidados "Ovos de Serpente", com peças que serão posteriormente escondidas no território para uma experiência na plataforma geocaching.

A 3 de junho, em Afife, Viana do Castelo, entre as 9 e as 13 horas, é inaugurado o trilho dos castros, rota há muito desejada, com uma visita guiada. No dia seguinte, a 4 de junho, pelas 15 horas, é inaugurada a rota dos estuques.

Ainda a 4 junho, na Igreja do Mosteiro de Sanfins de Friestas, Valença, pelas 15 horas, acontece um dos momentos musicais mais aguardados do festival: a performance NARTEX, com voz de Ece Canli e a harpa de Angélica Salvi. Mais tarde, pelas 18 horas, nos espigueiros do Lindoso, Ponte da Barca, “Rurar, Rurar” é a performance de dança proposta por Vera Santos. Tem lugar às 18 horas.
Estes são apenas algumas das propostas de programação do festival, constituída por oficinas, concertos e performances, atividades de ar livre e turismo ativo, concursos e mercados e jogos tradicionais, acessível em www.desencaminharte.altominho.pt.

Entre 1 e 4 de junho, o festival promove ainda um concurso de fotografia no Instagram, sob a temática da biodiversidade do espaço rural. O concurso pretende valorizar os locais das dez intervenções de arte pública, podendo concorrer a 10 prémios de 200 euros autores maiores de 18 anos que utilizam a fotografia com smartphone e a plataforma Instagram.

Exclusivamente durante 4 dias e 3 noites, de 1 a 4 de junho, vai ser ainda possível pernoitar gratuitamente em alguns locais cedidos para campismo junto às intervenções artísticas, para que possam acompanhar o desenvolvimento das intervenções artísticas de perto, nomeadamente:
- Lugar dos Poços (Caminha) | lotação 20 pessoas | GPS 41.839871, -8.874962
- Penha da Rainha (Monção) | limite 30 pessoas | GPS 41.990632, -8.525076
- Lindoso (Ponte da Barca) | lotação máxima 20 pessoas | GPS 41.866370, -8.200137
- Sistelo (Arcos de Valdevez) | lotação 30 pessoas | GPS 41.973690, -8.374219
- Mosteiro de Sanfins de Friestas (Valença) | lotação 50 pessoas | GPS 42.031592, -8.582467
- Praia do Taboão (Paredes de Coura) | lotação 50 pessoas | GPS 41.9194, -8.56753

Valorizar o Alto Minho como destino cultural e ambiental criativo e desencaminhar comunidade e turistas para um roteiro de descoberta alternativo, fora dos lugares comuns, são os principais objetivos da iniciativa.



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