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Música e realidade virtual promovem viagem pelo período Barroco em igreja do Alto Minho



A Igreja do Espírito Santo, em Arcos de Valdevez, vai transformar-se este sábado, dia 16 de março, numa verdadeira Porta do Tempo para o Barroco. Com recurso a óculos de realidade virtual, ecrãs tácteis e outros dispositivos tecnológicos, será possível conhecer o património do Alto Minho daquela época e ouvir ao vivo obras de Albinoni, Handel, Vivaldi, Pachelbel, Clarke e Bach, numa atuação da histórica Banda Velha de Barroselas.

O evento acontece no âmbito do projeto “Sente a História”, iniciativa que está a realizar 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios. Este é já o vigésimo concerto da iniciativa.

Às 21h30 realiza-se a visita guiada e animada à Igreja do Espírito Santo, que foi recentemente reabilitada e na qual se encontra um centro de interpretação, dotado das mais recentes tecnologias de realidade aumentada e realidade virtual, para dar a conhecer aos visitantes o vasto património barroco do Alto Minho. 
Às 22h00 terá início o concerto da Banda Velha de Barroselas que acedeu ao desafio lançado pelo projeto Sente a História e vai interpretar um repertório musical especialmente encomendado, focado exclusivamente no período Barroco. 

Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, a iniciativa “Sente a História” contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.
O concerto e a visita têm entrada gratuita.

*Sobre a Banda Velha de Barroselas
A Banda Velha de Barroselas foi fundada por Manuel José Meira de Oliveira na primeira metade do século XIX, não se sabendo ao certo o ano da sua fundação. Sabe-se, contudo, que, a exibição pública mais antiga desta banda (que se encontra documentada) ocorreu a 24 de julho de 1864, na inauguração da Capela de Santa Ana, na freguesia de Carvoeiro.

Aliás, a Banda Velha de Barroselas, ao longo de um século e meio, esteve presente nos grandes momentos da sua comunidade tais como: em 1937, na inauguração da ponte que liga Barroselas a Tregosa; em 1951, na inauguração da luz elétrica; em 1985, na inauguração da rede de água domiciliária; em 1988, nas festas da elevação de Barroselas a Vila ou, em 2005, na inauguração do seu centro escolar.

A qualidade e mérito pedagógico e artístico da Banda Velha de Barroselas são reconhecidos possuindo, desde 1984, uma escola de música que capta talentos e forma os novos músicos da banda.

O reconhecimento público por esta banda expressa-se pelo título de “Instituição de Mérito”, atribuído pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, seguindo-se, em 2005, distinção homóloga pela Junta de Freguesia de Barroselas e o reconhecimento como Instituição de Utilidade Pública, no ano de 2008.

Mais recentemente teve papel de destaque Isaac Rego, que tomou posse da sua regência em 1983, tendo feito um grande esforço no sentido da renovação e modernização do seu instrumental.

Em 2010 decidiu passou a liderança da Banda, sendo esta dirigida desde essa data até à atualidade por Jorge Pires, um dos músicos formados nesta banda.

Sobre o “Sente a História”
O programa cultural “Sente a História – Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” apresenta características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e envolve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.

No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados.   Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.

A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte.



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