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Lenda de exército português que venceu Espanha com apoio de gado ganha interpretação musical



Na próxima sexta-feira, dia 11 de janeiro, pelas 22h00, a Capela do Espírito Santo, em Paredes de Coura, vai transformar-se numa espécie de máquina do tempo e voltar, por via da música, ao período em que após a restauração da independência de Portugal face a Espanha, as terras do Alto Minho foram palco de grande instabilidade. Pelas vozes do Coro de Câmara VianaVocale*, a famosa lenda dos Combatentes da Travanca, na qual os espanhóis foram derrotados ao anoitecer naquela vila por um grande exército de portugueses, mas que afinal mais não era do que manadas de gado com tochas amarradas aos cornos, vai ganhar uma interpretação inédita.

Com direção a cargo do maestro Vítor Lima*** e tendo como acompanhador Diogo Zão, o coro da Academia de Música de Viana do Castelo** vai levar a cabo, entre outro repertório, a estreia da canção dos Combatentes de Travanca, cuja autoria da letra é de Augusto “Canário” e a música de Carlos Azevedo. A letra e a música da lenda são um trabalho desenvolvido no âmbito projeto “Sente a História – Ação Promocional de Música & Património – Novas Abordagens, Novos Talentos”.

A iniciativa decorre até julho de 2019 e engloba 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios. Este é já o décimo sexto concerto da iniciativa.
Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, o projeto contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

Meia hora antes do concerto, pelas 21h30, realiza-se a visita guiada à Capela do Espírito Santo. Localizada em pleno centro histórico de Paredes de Coura, é considerada capela embora tenha imagem de igreja. Desconhece-se totalmente a sua cronologia, sabendo-se apenas que foi restaurada no período do barroco setecentista.

Tanto o concerto como a visita guiada têm entrada gratuita.

*Sobre a Academia de Música de Viana do Castelo
A Academia de Música de Viana do Castelo – Conservatório Regional do Alto-Minho é uma associação criada em 1977. Integra a rede do ensino particular com autonomia pedagógica para o ensino artístico especializado da música. Considerada “pessoa coletiva de utilidade pública”, tem vindo a desenvolver, paralelamente à formação, uma notória atividade de divulgação musical, com a realização sistemática de eventos de música erudita, sendo também responsável pela dinamização de projetos pioneiros, diretamente ligados à formação de públicos e à música contemporânea. 

Nas vertentes da criação e da interpretação promoveu mais de uma dezena de encomendas a compositores portugueses e a apresentação das suas obras, em primeira audição mundial, com financiamento do Ministério da Cultura/ DGArtes. O projeto de investigação Alto Minho 2000 Património Musical representa um outro domínio da ação desta instituição, refletindo a importância dada à cultura portuguesa e à tradição/ inovação. 

Ao longo da sua existência, tem recebido o patrocínio do Ministério da Educação, o apoio da Santa Casa da Misericórdia desta cidade, da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da Câmara Municipal de Paredes de Coura e do Ministério da Cultura/ DGArtes e da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2002 recebeu o Prémio Instituição de Mérito atribuído pela Câmara Municipal e, em 2010, foi galardoada com o prestigiado Prémio Gulbenkian Educação. 

**Sobre o Coro de Câmara VianaVocale
O Coro de Câmara VianaVocale nasce da iniciativa e da vontade de um grupo de coralistas - já com uma longa experiência performativa em Portugal e no estrangeiro, enquanto elementos do Coro Sinfónico VianaVocale - em aprofundar, ao nível técnico e interpretativo, o repertório coral de câmara, sob a direção artística de Vitor Lima. É o mais recente agrupamento do Conservatório Regional do Alto Minho - Academia de Música de Viana do Castelo, refletindo o trabalho da “escola coral” que esta instituição tem vindo a construir, ao longo das últimas décadas. 

Em outubro de 2018, o Coro de Câmara VianaVocale foi convidado a participar no evento Roteiro Musical dos Quatro Arcebispos Santos, na Igreja de São Paulo, em Braga, e em dezembro de 2018, apresentou obras de Arvo Pärt, F. Poulenc, Eurico Carrapatoso e o motete “Lobet den Hern”, BWV 230, de J. S. Bach.

Em 2019 estão agendados vários concertos, estando previsto editar um CD com 10 Lendas do Alto Minho, com composição musical de Afonso Alves, Carlos Azevedo, Eurico Carrapatoso, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques, no âmbito do projeto “Sente a História” promovido pela CIM Alto Minho.
Vitor Lima é o maestro titular deste Coro. 

***Sobre o maestro Vitor Lima
Iniciou os seus estudos como contratenor na Academia de Música de Viana do Castelo, com o professor Rui Taveira. Completou o Curso de Canto em 1991. É mestre em Ensino da Música pela Universidade Católica do Porto. 

Frequentou cursos de aperfeiçoamento em canto com José Oliveira Lopes, Mattias Gerchen, Max van Egmond, Lorraine Nubar, Jill Feeldman e ainda Lute Songs, com Jakob Lindberg. Colaborou como solista com a Orquestra de Câmara da Universidade de Vigo, Orquestra Sine Nomine, Orquestra da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, Orquestra Sinfónica Norte Cultural, Orquestra Artave e Orquestra Sinfonieta (ESMAE). 

Gravou o Stabat Mater de Pergolesi para o programa "Sons da História", “Renacemento e Barroco (I)”, com In Itinere, grupo de câmara da Universidade de Santiago de Compostela, e para a etiqueta Musicália, o Cancioneiro de Elvas, com o qual obteve uma excelente crítica da revista Goldberg. 

Paralelamente ao canto, tem desenvolvido uma intensa atividade de direção coral. É desde 2001 maestro titular do Coro da Academia de Música de Viana do Castelo e estudou direção coral, na Association British Choral Conducting (UK), com Peter Broadbent, Theeres Hibbard e Jo McNally. 

Atualmente exerce funções docentes na Academia de Música de Viana do Castelo e na Escola Profissional Artística do Alto Minho. 

Sobre o “Sente a História”
O programa cultural “Sente a História – Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” apresenta características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e envolve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.

No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados.   Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.

A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte.


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